terça-feira, 30 de março de 2010

Haiti, um inferno na terra


Com evolução humana que data mais de quatro milhões de anos, onde o que garantiu a sobrevivência da espécie foi a vida em comunidade num plano organizado e sustentável, é uma pena que em pleno século XXI o Haiti seja uma realidade. A quem culpar? Quem são os pais da barbárie humana vivida nesse pedaço do mundo? Um sábio pensador cubano chamado José Marti dizia que a política é a arte de fazer homens e mulheres felizes. O mundo não tem entendido isso, tem predominado o egoísmo sobre a solidariedade, o ódio sobre o amor, a guerra sobre a paz, o interesse de alguns povos sobre o de varias nações. O Haiti é uma clara evidencia de que nosso planeta só pode ter dois caminhos: A continuação da ideologia e política capitalista, onde seres humanos são programados por esta sociedade para o principio da acumulação do capital fechando os olhos para quaisquer outras questões, inclusive de sua própria existência ou o do socialismo, onde o grande foco é a continuação do desenvolvimento da parte humana que reside em cada individuo, garantindo assim o prosseguimento da atividade produtiva com a perspectiva de inclusão social. Na época em que vivemos, alguns métodos de construção social precisam mais do que nunca ser reformulados. Só teremos futuro se o avanço do socialismo se der por mecanismo pacíficos, movidos pelo amor, considerando o igualitarismo como uma atrasada utopia, entendendo o Estado como a garantia do ponto de partida e não como ponto de descanso e tendo na natureza o exemplo que o equilíbrio surge da diversidade. O capitalismo já demonstrou toda sua fragilidade como forma de desenvolvimento e brutalidade como modelo social. O maior exemplo hoje é ver que o pior, o mais miserável e embrutecido lugar do mundo, o Haiti, esta a 934 km do país mais poderoso do planeta, os EUA, sendo que a relação nessa antítese continuava sendo a de exploração e expropriação até a catástrofe vivida em janeiro deste ano pelo povo haitiano.

Em fevereiro desse ano, um grupo de 10 médicos brasileiros formado na Escola Latino americana de Medicina, onde também me incluo, embarcou rumo ao Haiti, como parte da maior missão médica existente naquele país, que é a brigada Cubana. Acompanhe algumas partes dessa linda e humana experiência:

Dr. Tony Gleuber Pereira da Silva , graduado na ELAM em 2009, natural de Aracaju- SE, uma daquelas pessoas que ver a prática como único meio de demonstrar o compromisso que cada um tem com a causa social.

Dra: Sarah Zapico Breta, graduada na ELAM em 2009, natural de Sabará-MG, uma médica com elevado sentimento pelas causas humanas, hipercrítica e comprometida.

Dr. Adriano de Oliveira Carneiro, graduado na ELAM em 2006,natural de Cruzeiro do Oeste- PR, prático, formulador, com um elevado conhecimento de gestão em saúde.

Dra. Marina Abreu, corradi Cruz, graduada na ELAM em 2007, natural de Betim-MG, gestora em saúde, humanista, movida pelo principio do amor com os povos.

Dr. Pedro Melo, graduado na ELAM em 2006, natural de Aracajú-SE, um ser humano incrível, daquelas pessoas que transporta energia do bem e irradia ao meio. Conseguia manter meio ao caos haitiano o auto-estimar do grupo com seu bom humor.

Dra Ana Rosa Santana Tavares, graduada na ELAM em 2009, natural de São Paulo-SP, movida por princípios humanistas e internacionalistas.

Dr. Marcio Rogério Camargo, graduado na ELAM em 2009, natural de Novo Horizonte do Sul-MS, uma daquelas pessoa que segue a risca a teoria de que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Conhecido como Jacaré, não tem vaidades, sua marca é a humildade.

Dr. Christian Anderson dos Santos Guzman, graduado na ELAM em 2007, natural de Urbano Santos – MA, um médico com visão de futuro avançada, ético e com objetivos claros.




Dr. Janilson Lopes Leite, graduado na ELAM em 2009, Natural de Tarauacá-Acre, Acredito que tudo na vida é possível, inclusive que um dia o Haiti será uma grande nação.


Dr. Alberto Campos, graduado na ELAM em 2006, natural do Rio Grande do Norte, vive uma vida internacionalista, casado em Cuba e tem Planos de morar definitivamente no Haiti.

A viagem:


Cada um dos médicos saiu de seu Estado, com passagem custeadas pelo governo Cubano. No trajeto, cruzamos todo o Brasil em vôos nacionais chegamos até São Paulo, daí a TAM e GOL nos conduziram pra Caracas- Venezuela ou Buenos Aires-Argentina. Nessas capitais embarcamos na Cubana de aviação com destino a Havana, onde passamos uma semana, recebemos varias vacinas, algumas instruções e partimos rumo ao Haiti.


No aeroporto de Caracas descansamos um pouco


Grana curta, arepa cara, a saída foi dividir duas delas em cinco pedaços. O milagre dos Paes...

Aeroporto de Havana, nós e outros médicos latinos americano sob uma mesma bandeira. A Cubana.


Dr. Guzman, carro lotado e muita expectativa rumo ao Haiti.


A chegada ao Haiti:

A ansiedade era enorme, saímos de havana na madrugada de 28 de fevereiro em um vôo da aerocaribenha, fizemos escala em Santiago de Cuba, e as 8:35 am sobrevoávamos o Haiti, era uma imagem sinistra, parecia uma mina de pedras, de concreto em contraste com as cores de azul e branco das cabanas que passou a ser a moradia oficial no país. Quando a avião pousou parecia que estávamos meio a uma grande guerra, muitos soldados, caminhões, tanques, destruição, um ambiente de elevada repercussão psicológica. Autoridades cubanas nos esperavam no aeroporto.
Finalmente pisamos em solo Haitiano, o que parecia meio fantástico era realidade, estamos pela primeira vez demonstrando que a incorporação do humanismo durante nosso processo de formação era uma realidade. Haiti aqui estão os médicos brasileiros formados na ELAM. Acabamos sendo a maior brigada não organizada institucionalmente, perdendo apenas para Bolívia e Venezuela, onde Chaves e Evo deram incentivos e condições para a ida de seus médicos.
Com orgulho representando o Brasil


Uma nova etapa de nossas vidas estava começando naquele momento

As orientações

Muita atenção


Rumo ao ônibus que nos levaria pra o acampamento

A equipe com Dr Carrizo, reitor da Escola Latinoamericana de Medicina. Um profissional sem igual. Estava no Haiti dirigindo o processo de discussões sobre a implantação de um novo sistema de saúde no Haiti e os trabalhos de nossa brigada.

O contato com a destruição e o caos. Assim está Porto Príncipe.

No trajeto rumo a nosso acampamento, fomos presenciando cada cena, parecia filme ou a consolidação da teoria do caos, um ambiente que modificava a cada momento a expressão de cada um de nós, algo que com certeza nunca mais esqueceremos.

Um país vivendo em carpas, quer dizer os que conseguiram uma.



A destruição, algo inacreditável. Quilômetros de concreto. Em alguns lugares ainda cheirava a mortos.








Os meios de transporte




A busca por alimentos, um caos.


Os esgotos a céu aberto, fóco para as epidemias pós terremotos.

O Abandono


O acampamento:

Instalamos-nos na área de uma escola muito simples, a vida adquire um novo caráter, vivendo em casa de campanhas em grupos de seis, água e alimentos racionados, banheiro sem luxo, privadas tipo letrinas, cercado de muita miséria, crianças que visitavam nosso espaço em busca de salvação, um novo ambiente. Ali formamos uma grande família, onde a principal tarefa além de cuidar da saúde dos haitianos, era cuida um dos outros.


Levantando a tenda e limpando o espaço onde passaríamos a viver.
Nossa tenda.
A brigada brasileira

Limpando o terreno
Prontinho, aqui virou nossa casa

A proteção com mosquiteiros era indispensável num país endêmico em malaria e com uns pernilongos que pareciam uns morcegos.

O banheiro, de gotas em gotas nos banhavamos e tudo terminava bem

Um dos momentos mais desgradaveis era a visita a este lugar.



Sala de consultas
Hospital

Laboratório

Utrasonografia e eletrocardiograma

Urgências
Fisioterapia

Fé e esperança



O trabalho

Todos os dias, além do trabalho prestado dentro do acampamento nas mais diferentes áreas, ainda formávamos grupos de trabalhos que marchavam comunidades adentro com medicamentos para salvar vidas. Lideres comunitário reuniam a população em igrejas, escolas, creches, bairros, no meio de grande acampamentos, e ali fazíamos serviços de assistência. Cada viagem era uma historias diferentes, comunidades que nunca tiveram um médico, crianças órfãs de pai e mãe etc. Percebíamos na expressão de cada Haitiano a esperança projetada em nós, alguém com quem poderiam contar naquele memento difícil de suas vidas, de dor, enfermidades, fome, falta de perspectivas. Parecia ser uma responsabilidade muito grande pra quem naquele momento só poderia ajudá-los nos seus problemas de saúde. O trauma psicológico devido a perca de familiares é uma marca que nunca mais deixará pais e filhos serem os mesmo naquele país.

Consulta em terreno, filas longas,muitas patologias, sobretudo de pele e do aparelho respiratório. A proteção era indispensável. A anemia como conseqüência do paludismo era um evento comum.

Dra Sarah, muita dedicação e carinho com aquele povo sofrido.


Dra Marina, Chegou a comunidades onde jamais as pessoas haviam visto um médico na sua frente. Regiões das altas montanhas Haitianas






O Psiquiatra da equipe, haviam momentos que seus serviços serviam também pra membros da equipe médica, pois o trauma psicológico de esta no meio de tanta miséria, daquela barbárie humana, não era bem manejada por todos. Na comunidade ele trabalhava com as crianças em especial tentando diminuir a agressão que aquele terremoto imprimiu no “espírito” de cada individuo. Esquecer será impossível, pois jamais se esquecerão de seus familiares pedidos naquela catástrofe.

Dr. Pedro em consulta de pediatria, uma identificação profissional


Dr. Tony, também conhecido com Chyquim, uma pessoa fantástica


Dr. Adriano, deixou a esposa e seu filho pequeno no Brasil, os quais sempre eram relembrados, aqui ele buscava distribuir um pouco de seu afeto paterno para as crianças haitianos



Eles adoram mexer nos cabelos da gente....fazendo festa.


Somente estas criaturas conseguiam dormir tão tranquilamente. Sua inocência não a permitia medir a dimensão da complexidade de seu mundo.

Dr. Marcio, o Jaca, aqui em consulta clinica, mas sua fascinação era pelas atividades cirúrgicas. Era preciso muita cautela e proteção para entrar nas atividades cirúrgicas. Muitas doenças fazem parte da epidemiologia haitiana, sobretudo a AIDS.



Grande Dr. Guzman em consulta. O que poderia ter essa paciente com esse biótipo tão longilíneo, emagrecido, rosto de sofrimento? Bom aqui ele está examinando o aparelho respiratório, só falta a febre e sudoreses noturna. Alguém arrisca dizer do que se trata? Possivelmente TB, algo muito freqüente. Cadê o nasobuco doutor?



Aqui o doutor Tony tentava melhorar a aparecia do doutor Jacaré. Depois disso começaram chamá-lo por outro nome. Doutor Crocodilo. Tire suas conclusões.



As Doenças

Chegamos ao Haiti num momento de transição epidemiológica. Diminuíam os traumas físicos (amputações, esmagamentos, queimaduras, traumas, fraturas) e se instalavam os traumas psicológicos deixados pelo terremoto. As doenças endêmicas como malaria, febre tifóide, leptospirose, TB, hepatites se alastravam. As doenças conseqüência da falta de higiene, das convivências em acampamentos, com pouca ou nenhuma água, tomavam conta das consultas, tais como: como escabioses (Pira) sobre infectada, outras dermatoses, doenças respiratórias, vaginosis, infecção urinaria e diarréias. Além das consultas também distribuíamos os medicamentos, pois sabíamos que se não fosse assim, eles nunca fariam o tratamento, pois se quer tinham dinheiro pra comida. Também vacinávamos e realizávamos atividades de promoção.


Der uma olhada nesse caso, talvez nunca mais deixará de diagnosticar essa doença. Lesões de pele em forma de queimadura de cigarro. Impetigo contagioso. Isso era extremadamente freqüente.





Hérnia umbilical... Critério cirúrgico.

Esta era uma lesão muito estranha, exofítica, branca, com base vascularizada, parecia as lesões por HPV. De livro. 

Este rosto é expressão do sofrimento, da miséria, da falta de perspectiva. Na pele, escabiose(sarna) sobre infectada por estreptococos

Veja isso, um desastre e extremadamente frequente

Impetigo contagioso e muito sofrimento.




Piodermitis em processo de cura


Outra lesão estranha, um grande nódulo que expulsava uma substancia leitosa. Alguém pode imaginar o que seja? Abscesso subcutâneo. 




Paciente jovem, 22anos, que há 2 anos começou apresentar dor lombar, perca da força nas extremidades inferiores, além de grande deformidade da coluna lombar. No dia dessa consulta já não caminhava. Na radiografia se via  L2 em forma de cunha. Em um país endêmico em TB, alguém tem idéia do que possa ser isso? Pois é, TB vertebral, Mal de Pott.


Lesão conseqüência do terremoto e infeccionada

Cirurgias todos os dias eram realizadas, muitas da área de ortopedia, ginecológicas e obstétricas. Cansei de ver os clássicos tumores de mama com todos seus elementos clássicos, mamilo retraído, pele em casca de laranja, aderido a plano profundo e com adenopatia axilar...pois é, entregues ao acaso



O que poderá ser isso? Uma hidrocele.....uma hérnia ingnoescrotal....? Sinistro né? Em terra de filarias elas não podiam serem esquecidas. Pois é, filariasis escrotal.

Aqui uma doença muito conhecida no Brasil, a FOME e o descaso, sobretudo com as populações negras e indígenas. Hoje é a cara mais vista no Haiti, a de milhões de famintos.








A vida depois do Haiti não poder ser a mesma, não deve ser igual, não tem a mesma cor. O mundo virou um lugar perverso, está no seu avesso, caminha muito mal. E ai, o que pode ser feito, isso ainda tem jeito, ou deixa a roda girar? Em vida, tudo é possível, devido o poder incrível do bem e o amor. Num jardim em que se cultiva rosas, espinhos ferem mas não gozam de nossa atenção, os olhares são para o botão e pétalas coloridas que perfumam a imensidão. O Haiti um dia se levantará.......


Doutor Janilson Lopes Leite
30 de março de 2010, depois de uma inesquecivel experiência no Haiti


Importante:
Todo nosso trabalho no Haiti como médicos foi de ordem voluntária, inclusive toda ação desenvolvida por Cuba naquele país trata-se de seu histórico papel solidário aos povos humildes desse planeta.






Ah por favor não deixe de ver este vídeo clip:Perfeição

















































11 comentários:

Leandro disse...

Pow que orgulho de ver que cuba faz pelo Haiti e de ver que médicos brasileiros formados lá tem esse espírito de luta e de solidariedade, é emocionante e nos dar força de tambpem aqui no brasil ir lutando nos vários "Haitis" aqui existentes também, parabéns brigada médica e parabéns Janilsonpor essa publicação..abraços

enfeuzaassc disse...

Parabéns Dr. Janilon e demais integrantes da Equipe.
É louvável e admirável a coragem, determinação e dedicação de todos vocês frente a tamanha tragédia e tanta miséria.Estou certa de que jamais serão os mesmo depois de uma experiência dessas.
Lamento o fato de os nossos governantes não darem o merecido valor, reconhecimento e apóio a profissionais brilhantes como vocês.Porém, tenho certeza de que sua recompensa não virá do "homem" e sim de Deus, visto que, nenhum homem seria capaz de recompensar tamanha demonstração de solidariedade, bondade e amor para com o "Ser Humano".
Dr. Christian Guzman, é uma honra conhecê-lo e poder usufruir de sua amizade.
Que Jesus esteja com vocês e os use para abençoar e levar esperança à essas pessoas tão necessitadas.
Vocês são verdadeiramente Heróis e Heroínas...

Euzamar Santana - Urbano Santos / MA

Eu. disse...

Dr Janilson, mais uma vez vc eh motivo de orgulho para nós acreanos,parabéns..vc ainda vai mais além pois merece.
Iara

adriano disse...

Camarada Janilson. Otima demonstracao de nosso trabalho aqui , valew parceiro, grande abraco daqui uns dias estaremos na area.

Medicina para estudantes disse...

Cara parabéns, nossa muito importante o que ta fazendo, se num sabe o quanto eu queria ta la pra poder ajudar.
Sou estudante de medicina e espero um dia poder fazer algo assim por pessoas que precisam tanto.

Lara Reis disse...

Nossa Fiquei no mínimo impressionada com as imagens e relatos postados... Vocês fora incriveis, parabéns...Sou enfermeira e antes de ver tais imagens pensei já conhecia um pouco da imagem da fome e miséria...descobri que pouco ou nada conheço frente a tal imagem do caos. Trabalhei com Dr. Guzman em município muito pobre, quando por muitas vezes deixamos de comer para dividir nossas refeições com quem pouco tinha ou nada tinha e tenho certeza que ele assim como toda a equipe de vocês levarão para o resto de suas vidas está experiência maravilhosa. Sinto-me emocionada, encantada e orgulhosa por nosso país ter sido tão bem representado, bem como a ELAM por profissionais que são acima de tudo HUMANOS!!!!

Valeu a todos, um fraterno abraço.

Anônimo disse...

Meu caro amigo Janilson.
Foi um prazer imenso em ter encontrado seu blog e prazer maior ainda foi ver o trabalho realizado por você e alguns colegas seus, o que mostra sua atitude autruísta, inerente de sua pessoa.
Para quem te conheceu há muitos anos não é de se espantar com esse resultado.
Parabéns, que sua alma bondosa seja todos os dias cultivada para que possa ajudar outros necessitados.
De seu grande amigo.

Fred Martins
marx.martins@eletronorte.gov.br

Ana Paula Dias disse...

Nossa, só agora conheci o blog, fantástica a experiência de generosidade que vcs vivenciaram, experiências assim, renovam as chamas naqueles e naquelas que hoje se encontram cada vez mais perdidos nesse mundo sem fronteiras do egoismo. Obrigada por compartilharem essa riqueza.
Ass. Ana Paula Dias

Thais disse...

Encontrei seu bolg por indicação numa comunidade do orkut, fiquei feliz em achá-lo, confesso que a emoção trouxe as lagrimas, não só pelo sofrimento ali retratado, mas emoção de orgulho, em saber que existem pessoas cuja existência realmente faz diferença no mundo!

Não há palavras que possam exprimir agradecimento pelas ações feitas naquele país, mas tais ações exprimem quem realmente vcs são.

Thais Pereira de Oliveira
Garuva-SC

Iran Avelar disse...

Doutor Janilson e dr. christian,

a turma do 1 ano E da escola raimundo araujo em chapadinha, maranhao, brasil, parabeniza a todos que participaram desta missao humanitaria, admiramos o seu trabalho que foi tema de nossa aula no dia 07 de julho de 2010.

eh de pessoas assim como vcs que precisamos no brasil.

ass. 1 ano E do RA e Prof. Iran Avelar

Flor Uruguay disse...

Compañeros de la brigada Henrry Reve, el blogg esta muy bueno, esas imagenes son similares a las que nuestro campamento pudo apreciar,hasta incluso estando fuera de Puerto Principe. Les mando un gran abrazo desde Uruguay, me enorgullece tener compañeros como uds.
Hasta la victoria siempre!
florenica